Read in English

Juliana Bonani, coordenadora de infraestrutura de TI, Brasil

Juliana Bonani, coordenadora de infraestrutura de TI, Brasil
Anos com AD
4
Interesse
Sports
Personagem
Family

 

O que te atraiu na sua escolha de trabalho?

 

Sou apaixonado por tudo relacionado à tecnologia. Além disso, o que mais gosto é ver a tecnologia saindo do papel e virando uma solução real. Não é só sobre um hardware, é sobre resolver problemas que antes pareciam impossíveis. Essa sensação de que eu ajudei a construir isso é o que me faz querer começar o dia com tudo.

 

Outro ponto é que eu detesto ficar parada, e a tecnologia é o lugar perfeito para quem tem "fome" de aprender. Nesta área nada fica velho, todo dia surge uma ferramenta nova ou um jeito diferente de pensar. Esse ritmo acelerado me mantém ligado e sempre me desafia a ser uma profissional melhor.

 

Eu quero estar onde o futuro acontece. A tecnologia é o motor das maiores mudanças do mundo hoje, e eu não me vejo apenas assistindo a tudo isso de longe. Quero colocar a mão na massa, colaborar com gente que pensa fora da caixa e fazer parte do que vem por aí.

 

Que habilidades você desenvolveu na infância que ainda são úteis hoje em dia?

 

A capacidade de conectar pessoas a um propósito.

 

Desde cedo, eu era quem unia a turma para as brincadeiras ou projetos da escola. Percebi que quando todo mundo entende o "porquê", o engajamento é outro. Hoje, uso essa mesma base para transformar tarefas chatas em objetivos que fazem sentido para o time.

 

Também aprendi cedo a ouvir de verdade. Para conectar alguém a uma ideia, você precisa entender o que brilha no olho daquela pessoa. Essa sensibilidade que desenvolvi na infância me ajuda hoje a alinhar as expectativas de cada um com as metas da empresa, sem parecer algo forçado.

 

Por fim, isso me deu um jogo de cintura gigante na comunicação. Nem sempre é fácil convencer os outros, então aprendi a ser paciente e a adaptar meu discurso até que todos estivessem na mesma página. É o tipo de "soft skill" que não se aprende em livro, só na prática mesmo.

 

Juliana Bonani, coordenadora de infraestrutura de TI, Brasil
Juliana Bonani, coordenadora de infraestrutura de TI, Brasil

 

Como você cresceu profissionalmente na Avery Dennison?

 

Cheguei na Avery Dennison como coordenadora, focada em organizar os processos e dar suporte ao time. Desde o primeiro dia, entendi que aqui o crescimento não acontece por acaso, mas sim pela proatividade e pela vontade de fazer a diferença nos resultados.

 

Meu foco principal tem sido aprender a cultura da empresa e mostrar que posso entregar valor além do básico. Estou sempre de olho em como as outras áreas funcionam, porque acredito que para subir um degrau, eu preciso entender o negócio como um todo, não só o meu "quadrado".

 

Minha expectativa agora é continuar evoluindo e assumir desafios maiores. Quero que minha trajetória seja marcada por resultados sólidos e pela construção de parcerias fortes, pavimentando o caminho para posições de liderança ainda mais estratégicas.

 

Qual foi o maior desafio que você já enfrentou?

 

A área de infraestrutura de TI é predominantemente masculina. Crescer nessa área era difícil; hoje essa mentalidade está mudando e as mulheres estão tendo mais oportunidades

 

No começo, o maior desafio era provar minha competência o tempo todo. Em um ambiente quase só de homens, qualquer erro parecia maior, e o acerto era visto como sorte. Tive que bater o pé e mostrar que domínio técnico não tem gênero, conquistando meu espaço no grito e na entrega.

 

Felizmente, as coisas estão mudando e eu ajudei a abrir essas portas. Hoje, vejo muitas mulheres assumindo cargos de liderança na infra e na TI em geral. Ver essa mentalidade de mudar ficando para trás me dá um gás extra para continuar crescendo e puxando outras comigo.

 

Minha trajetória reflete essa evolução. Sair de um cenário onde eu era a exceção para que minha voz seja ouvida e respeitada como coordenadora mostra que o mercado amadureceu. Meu foco agora é usar essa experiência para que a competência seja sempre o único critério que importa.

 

 

Quando parei de ter medo de falhar e foquei em como consertar as coisas rápido, minha postura mudou.

 

Que papel desempenhou a mentoria na sua carreira?

 

Hoje, como coordenadora, entendo que a mentoria não é um evento isolado, mas sim uma cultura de troca. Ninguém chega ao topo sozinho.

 

Na minha jornada, tive mentores que me ajudaram muito. Eles me mostraram atalhos que eu demoraria anos para descobrir sozinha e, principalmente, me deram aquele empurrãozinho de confiança quando o desafio parecia grande demais para uma coordenadora recém-chegada.

 

Hoje, eu tento ser essa pessoa para o meu time. Acredito que a mentoria é uma via de mão dupla: enquanto eu passo minha experiência de mercado, aprendo demais com a visão fresca e as novas ideias de quem está começando. É essa troca que mantém a área de TI pulsando.

 

No fim das contas, mentoria para mim é sobre gerar sucessores, não seguidores. Meu maior orgulho como líder é ver alguém que eu orientei brilhando por conta própria. É assim que a gente constrói uma infraestrutura forte e um ambiente muito mais inclusivo.

 

Qual foi a melhor decisão de carreira que você já tomou?

 

Com certeza foi entrar para a Avery Dennison. Encontrei equilíbrio entre vida profissional e pessoal, uma equipe que trabalha em conjunto e gestores que são como coaches.

 

O diferencial aqui é sentir que não sou apenas um número. Ter gestores que atuam como coaches me ajuda muito, porque eles não apenas cobram metas, mas investem tempo no meu desenvolvimento como coordenadora. Isso dá uma segurança gigante para arriscar e inovar.

 

Além disso, o clima do time é o que faz a diferença em TI.  Em vez daquela competição interna que a gente vê por aí, aqui todo mundo se ajuda de verdade. Ter essa rede de apoio transforma os desafios pesados em problemas que a gente resolve junto.

 

Essa decisão me deu o que eu mais buscava: paz mental. Saber que posso entregar meu trabalho e ainda ter tempo para a minha vida fora da empresa é o que me mantém motivada. Foi o  match perfeito entre ambição e qualidade de vida.

 

Juliana Bonani, coordenadora de infraestrutura de TI, Brasil

 

Ao pensar nos próximos passos da sua carreira, quais são as ações mais importantes que você planeja tomar?

 

Meu próximo passo não se trata apenas de dar passos; trata-se de garantir que a estrutura em que estamos inseridos se torne cada vez mais sólida, diversificada e inovadora.

 

A primeira grande meta é focar em tecnologia de ponta que realmente faça a diferença no dia a dia. Não quero apenas manter, mas sim trazer inovações que automatizam o que é chato e liberem o time para pensar de forma mais estratégica e criativa.

 

Outro ponto essencial para mim é fortalecer a diversidade na infraestrutura. Como coordenadora, quero ativamente abrir caminho para que mais mulheres e talentos de diferentes perfis ocupem espaço na TI. Uma estrutura sólida de verdade precisa de várias perspectivas para não ficar estagnada.

 

Pretendo investir pesado no meu papel de facilitadora e líder. Meu próximo passo é garantir que cada pessoa do meu time tenha as ferramentas e o apoio necessários para brilhar tanto quanto eu. Se o time cresce junto, a estrutura aguenta qualquer desafio que vier pela frente.

 

O que você mais gosta no seu trabalho?

 

Com certeza, é desenvolver pessoas, ajudar minha equipe a crescer.

Não tem nada melhor do que ver alguém do time superando um desafio que antes parecia impossível. Acompanhar essa evolução de perto e saber que dei, ajudei ou motivei é o que realmente faz meu dia valer a pena.

 

Como coordenadora, meu papel favorito é ser a facilitadora de caminhos. Adoro identificar os talentos escondidos de cada um e dar as ferramentas certas. Quando a equipe cresce e ganha autonomia, sinto que meu trabalho está sendo bem feito.

 

No final, o que me move é essa troca constante. Eu ensino o que sei, mas aprendo demais com a visão e o conhecimento de cada um. É essa energia de crescimento coletivo que transforma a rotina da TI em algo muito mais leve e cheio de propósito.

 

Reflexões para o Dia Internacional da Mulher

O que moldou sua confiança ao longo de sua carreira e como ela evoluiu?

 

O que realmente moldou minha carreira foi passar por crises, às vezes decisões erradas, prazos perdidos ou conflitos de equipe. Aprender que eu era capaz de resolver o problema, e não apenas evitá-lo, transformou a "segurança" em resiliência.

 

No começo, eu achava que ter confiança era nunca errar, mas a TI me mostrou que o erro faz parte do jogo. Quando parei de ter medo de falhar e foquei em como consertar as coisas rápido, minha postura mudou. Hoje, encaro qualquer situação com muito mais calma e clareza.

 

Outro ponto que me fortaleceu foi  entrar em ambientes onde eu era minoria. Como mulher na infra, precisei construir minha autoridade no dia a dia, entregando resultados sólidos. Cada desafio superado foi como uma etapa a mais na segurança que tenho hoje como coordenadora.

 

Essa evolução me transformou em uma líder muito mais empática. Como já estive na mesma situação várias vezes, hoje consigo transmitir tranquilidade ao meu time. Minha confiança não vem de saber tudo, mas de saber que, juntos, a gente sempre dá um jeito.

 

Que conselho você daria para a próxima geração de mulheres que estão considerando seguir um caminho como o seu?

 

Não desistam, ocupem o espaço com a confiança de quem estudou para estar ali, dedicou tempo e dinheiro ao seu desenvolvimento profissional. Se a mesa for pequena demais para a sua visão, ajudem a construir uma mesa maior para quem virá depois de vocês.

 

Encontrem suas redes de apoio. Ter outras mulheres para conversar, desabafar sobre os problemas de TI e comemorar as vitórias faz toda a diferença. Ninguém precisa carregar, estar sozinha,  juntas a gente vai muito mais longe e com menos peso.

 

A nossa perspectiva feminina traz um olhar diferenciado para a infraestrutura e para a gestão que faz muita falta no mercado. Ser autêntica é o que vai te destacar, não o que vai te excluir.

 

Celebre cada conquista, por menor que pareça. Se você resolveu um problema complexo ou liderou um projeto, se orgulhe disso! A confiança a gente constrói no dia a dia, e cada passo dado é uma prova de que o seu lugar é exatamente onde você quiser estar.

 

Qual é uma "barreira" que você se orgulha de ver desaparecer para as mulheres em nosso setor?

 

Tenho orgulho de ver que na fábrica hoje não é um ambiente exclusivamente masculino. Hoje, não estamos mais apenas operando máquinas; estamos liderando a inteligência e a estratégia por trás de toda a linha de produção.

 

Outra barreira que está sumindo é aquela ideia de que a gente não entende de infraestrutura pesada. Ver mulheres comandando redes, servidores e sistemas complexos com a maior naturalidade do mundo é uma vitória diária. A gente provou que competência técnica não tem nada a ver com gênero.

 

Por fim, o que mais me alegra é ver a solidariedade feminina crescendo. Antes, a gente se sentia isolada; hoje, somos uma rede que se apoia e se impulsiona. Essa barreira da solidão profissional acabou e deu lugar a um ecossistema onde uma puxa a outra para o topo.

 

Faça parte da nossa equipe

Estamos sempre à procura de pessoas talentosas para se juntarem à nossa equipe. Encontre uma vaga que combine com você.